Se tornou mais um desabafo
O Vovô que falei anteriormente, não é mais meu amigo. Eu percebi que ele usa da autoridade e conhecimento para corrigir os outros, sem muito cuidado para com os sentimentos alheios e também, sem abertura para tal. Ele parece legitimar um comportamento espinhoso com base no sofrimento que já viveu (que não foi pouco), como se isso justificasse a forma dura com que atinge os outros, sem considerar o impacto das próprias palavras. Ele elogia e comemora as vitórias de todos, é verdade. Mas também corrige, corrige e corrige. A dinâmica da relação fica sempre desnivelada: ele ocupa o lugar da autoridade, e o outro, o de alguém em aprendizado, mesmo quando esse aprendizado não foi solicitado. Eu, particularmente, peço opiniões. Mas meus colegas não pedem. Quando alguém solicita que ele mude algum comportamento, ele devolve dizendo que o outro está tentando controlá-lo. Segundo ele, criar expectativas sobre como alguém deve se portar não é saudável; precisamos aprender a conviver com quem não...