Posts

To na bosta

A Barbie (nome falso) possui uma forte distorção da realidade em relação a praticamente todos que já foram amigos dela e deixaram de ser. Falando de forma objetiva, é uma pessoa esquisita e rancorosa. Costumava afirmar que era a pessoa mais bonita que conhecia, a mais espiritualmente elevada e de inteligência excepcional. Chegava a falar nos grupos sobre sua vida sexual “incrível”, sem o menor pudor. Apesar disso, era extremamente consumista, impulsiva e emocionalmente intensa. Ela dizia estar cercada de amigos que não prestavam. Também reclamava de ser um ímã de assediadores (algo de que, sinceramente, não duvido, porque esse tipo de coisa infelizmente acontece). Ainda assim, chama atenção que alguém que se apresentava como tão espiritualmente elevada não se opôs a uma colega que sugeria fazer a própria mãe ingerir um pedaço de cadáver para que enlouquecesse. Pelo contrário: ela mesma sugeriu que talvez tivesse o mesmo efeito raspar a pele do pé ou uma unha e misturar na comida da mul...

Esse mesmo assunto kk

Graças a uma discussão e também ao fato de a pessoa que me magoou ter voltado ao cargo de administradora, acabei saindo do grupo. Não me sinto seguro nem confortável lá. Ainda assim, tenho vontade de voltar, ajudar as pessoas de lá e talvez reconstruir os vínculos que rompi. Engraçado que não consigo pensar em ninguém específico com quem eu queira botar o papo em dia (rsrs). Mas gosto da ideia de ter pessoas com quem conversar, gente que gosta de mim e de quem eu também gosto. E isso é um sentimento de saudades, muito provavelmente. Por alguma razão, também me incomoda o fato de terem adicionado vários novos administradores, todos com o mesmo perfil, a mesma opinião, amigos entre si e tal. Tenho a sensação de que estão fazendo um trabalho meio desleixado com o “legado” que deixei. Cadê a imparcialidade? Baniram uma amiga — que admito, não é das pessoas mais fáceis de lidar — por um critério bem fraco. Não deixaram o vovô voltar para a administração, simplesmente. Acabaram formando um p...

Se tornou mais um desabafo

O Vovô que falei anteriormente, não é mais meu amigo. Eu percebi que ele usa da autoridade e conhecimento para corrigir os outros, sem muito cuidado para com os sentimentos alheios e também, sem abertura para tal. Ele parece legitimar um comportamento espinhoso com base no sofrimento que já viveu (que não foi pouco), como se isso justificasse a forma dura com que atinge os outros, sem considerar o impacto das próprias palavras. Ele elogia e comemora as vitórias de todos, é verdade. Mas também corrige, corrige e corrige. A dinâmica da relação fica sempre desnivelada: ele ocupa o lugar da autoridade, e o outro, o de alguém em aprendizado, mesmo quando esse aprendizado não foi solicitado. Eu, particularmente, peço opiniões. Mas meus colegas não pedem. Quando alguém solicita que ele mude algum comportamento, ele devolve dizendo que o outro está tentando controlá-lo. Segundo ele, criar expectativas sobre como alguém deve se portar não é saudável; precisamos aprender a conviver com quem não...

Conflitos de amizade

Minha amizade com Vovô é levemente conturbada, pois ele, sempre que julga necessário, tenta me analisar psicologicamente e sugerir correções de comportamento, o que, por si só, não é um problema. Eu aceito. O maior problema foi um acontecimento recente, no qual fui invalidado, desqualificado, humilhado e xingado. Ao buscar o suporte dele no privado, recebi mais correções. Segundo ele, se me afetei, foi por ter necessidade de controle e previsibilidade. Vovô nem quis ouvir sobre o ocorrido, tratando a tal “agressora” com a mesma naturalidade de sempre — mesma atenção, mesmo carinho. Disse que a achava engraçada. E só posso concordar: esse é um direito dele. Mas fiquei magoado. Por demonstrar completa indiferença ao que me aconteceu, fui buscar suporte em outro lugar. Depois, fui informá-lo de que eu já estava melhor e também de que considerei esse suporte necessário. Então, Vovô me disse para não criar expectativas sobre ele. Querer mudar a forma como ele se comunica seria, segundo ele,...

Complexidades de uma amizade

Eu fui pressionado, invalidado e tensionado até quase estourar por uma “amiga”. Fui xingado e, possivelmente, difamado. Ainda assim, ele não me acolheu. Em vez disso, disse que, se eu me ofendi, foi por uma necessidade minha de controle. Reconheceu que ela foi arrogante, mas afirmou que eu não deveria me magoar, que, em outras palavras, eu precisava amadurecer emocionalmente. Eu não sinto abertura para expressar de forma genuína o que eu sinto em relação ao que ele diz ou faz. Segundo ele, eu não deveria esperar que ele se moldasse às minhas expectativas, porque ele não gosta de ser controlado. Pessoas que parecem tão gentis são difíceis de contrariar. Dialogar com ele é exaustivo, às vezes. Tenho a sensação de que preciso me acomodar ao que ele tem a me ensinar e nada além disso. Ele é inflexível. Sei que ele tem um passado muito difícil, e muito do comportamento dele parece estar enraizado nisso. Tenho vontade de largar todos os grupos a que pertenço. Ele é defensivo, fechado e res...

Autopercepção, Vínculos e Identidade: Um Relato Investigativo

Possuo uma forte necessidade de controle sobre aqueles que julgo (nem sempre corretamente) estarem em uma jornada de vida extremamente prejudicial. Isso ocorre conforme minhas próprias experiências e o modo como elas moldaram minha percepção sobre determinados tópicos. Contraponto: Felizmente, isso não ocorre com frequência e, quando acontece, reconheço o equívoco após algum tempo. Devido à constante negligência ou ignorância que sofri em relação às minhas opiniões no passado, tenho a tendência a me sentir mal quando, em um debate ou desacordo, preciso voltar atrás e reconhecer falhas — seja na lógica abordada, seja na forma como me expressei. Contraponto: Mesmo desgostoso, reconheço meus erros publicamente. Talvez pelo autismo, sou incapaz de sentir apego ou saudade, mesmo por aqueles que amo. Não sinto a dor da falta, mesmo quando a rejeição é dolorosa. Na verdade, até a rejeição parece afetar-me muito pouco, às vezes. Contraponto: Trabalho ativamente para construir relações saudá...

Experiência com Maria Padilha e Zé Pilintra

Eu tive um sonho. 😎😗 Eu e minha mãe estávamos numa senzala, sentado a uma mesa próximos da saída. Havia mais gente, conversas em paralelo entre um menino douto e adultos em fase de aprendizado. O rapaz era negro, rico em conhecimento, vestindo calça branca e nenhuma camisa. Ensinava de forma direta, pouco polida, sobre amor, respeito e fé cristã. Neste último, não falava na posição de praticante, mas ainda assim, com respeito e levantando pontos de admiração pessoal. Soube no instante que vi, ele era Zé Pilintra. Quando veio conversar comigo e com minha mãe, fiquei com medo de ser, de certa forma, duro como fora com os outros. Mas pelo contrário, foi paciente e deixou-me bastante à vontade. Cada palavra que compartilhava era cheia de sabedoria e fico triste por não conseguir recordar com exatidão tudo que me foi dito.  Maria padilha chegou alegre, cantando, rodopiando, um saiote vermelho. Queria conseguir reproduzir as canções, pois eram bem bonitas. Não era algo que minha m...